Capital de risco é um dos temas mais recorrentes quando o assunto é inovação. Entenda como esse tipo de investimento pode trazer grandes rentabilidades

Capital de risco é um dos temas mais recorrentes quando o assunto é inovação.

Seja em um ambiente de empreendedores ou em um portal de notícias sobre startups, é difícil não encontrar o termo capital de risco associado ao crescimento de empresas e aos lucros astronômicos dos investidores.

Afinal, inovação move o mundo.

Basta olhar as dez empresas mais valiosas do planeta: se todas hoje valem bilhões de dólares, foi porque receberam capital de risco.

E é bom lembrar: se receberam aportes, foi porque alguém acreditou nelas – e lucrou muito porque todas deram certo.

Ou seja, a essa altura já dá para perceber que há uma relação próxima entre 3 temas:

  • capital de risco;
  • financiamento de empresas;
  • lucros de investidores.

Sim, os três fatores podem andar juntos.

Neste post, vamos falar sobre isso e, principalmente, sobre como você pode usar parte do patrimônio financeiro em capital de risco.

Continue a leitura!

O que é capital de risco

Capital de Risco - barra conceitual de ouro

Capital de risco ou (em inglês, venture capital) é uma modalidade de investimento.

Conforme abordamos na introdução, é a forma utilizada para apoiar negócios por meio da compra de uma participação geralmente minoritária.

Esses negócios normalmente envolvem empresas novas no mercado de inovação, ou seja, as startups.

E o que a startup faz com o valor captado?

Com o valor injetado no negócio, é possível fazer a empresa crescer, por exemplo, contratando funcionários, investindo na melhoria do produto ou aumentar a verba do marketing.

Se chama capital de risco pois essas empresas estão disruptando mercados com novos produtos, serviços e/ou modelos de negócios. Nesse contexto, é possível a empresa não der certo.

É por isso investidores de capital de risco aplicam uma estratégia específica a esse tipo de investimento, limitando o capital que investem e diversificando.

Claro que, se der certo, o potencial de crescimento e escalabilidade é tão grande que o retorno pode ser maior do que qualquer investimento do mercado.

Como funciona o capital de risco

Capital de risco - homem aponta para gráfico simólico de crescimento

Do lado do investidor, o objetivo principal é que ele tenha lucro.

Portanto, quando investidores encontram uma empresa com potencial de valorização, que está à procura de capital de risco, eles investem para terem participação acionária no negócio.

Ou seja, tornam-se sócios minoritários.

Conforme falamos no tópico anterior, o objetivo é acelerar a empresa, aumentando o faturamento, o lucro e, consequentemente, o retorno do valor investido.

O retorno pode ocorrer quando uma empresa compra uma companhia que você tem participação, o que permite você vender a sua parte na negociação.

Ou ainda quando a empresa fizer uma oferta pública de ações na Bolsa, permitindo que investidores com participação vendam seus papéis.

E quanto tempo pode demorar para o retorno do investimento?

Não há um prazo estipulado para isso. Pode haver retorno, por exemplo, em 1 ano, mas, em média, no universo startup trabalha-se com um período de 5 anos.

Tipos de capital de risco

Capital de Risco - homem coloca uma moeda em um pila de moedas

Ao longo do texto, estamos batendo na tecla do quão importante o capital de risco é para o crescimento dos negócios. Mas há diferentes estágios para cada um deles.

Vamos a eles:

FFF – Family, Friends and Founders (famílias, amigos e fundadores) 

Quando a empresa ainda é uma ideia no papel, não é tão fácil atrair capital dos investidores. Por isso, o primeiro grupo de investimento pode ser o seu círculo mais próximo, no caso, o triplo FFF.

Neste estágio, o aporte costuma ser pequeno, menor que R$ 50 mil. Além disso, nenhum dos investidores costuma adquirir participação acionária na empresa.

Investimento Anjo

O investimeno anjo também pode acontecer na etapa de ideia, quando a empresa é apenas uma apresentação Power Point, ou até um pouco mais avançada.

No Brasil, um investidor anjo geralmente coloca entre R$50 mil – R$ 100 mil em startups bem early stage.

Seed Capital (Capital semente)

Neste formato, vários investidores se juntam para fazer um aporte em uma empresa startup.

No Brasil, empresas que estão na etapa seed capital buscam algumas centenas de mil reais.

Geralmente a empresa já tem CNPJ, site, está operando com time dedicado, fazendo vendas, mas ainda está em um estágio bastante inicial.

Normalmente ela utiliza os recursos para contratar mais pessoas, expandir a equipe e as operações, e melhorar o produto.

Venture Capital

Venture capital é uma das formas principais de capital de risco.

Os fundos de Venture Capital levantam recursos de vários investidores para depois alocar em várias startups, comprando participação nelas e até fazendo rodadas de investimento “follow-on” em algumas das investidas.

Os valores na etapa de Venture Capital são abrangentes. No Early State Venture Capital no Brasil, o fundo procura colocar algumas milhões de reais na empresa. Já em etapas mais avançadas, os valores de Venture Capital pode chegar em dezenas ou centenas de milhões investidas em cada empresa.

Como você pode imaginar, empresas recebendo esse nível de aporte já são mais maduras e já mostraram tração e resultados fortes no mercado.

O acesso do investidor a um fundo Venture Capital ainda está complexo, por uma série de fatores.

Mas hoje em dia, o investidor consegue investir online em startups dessa etapa através de fintechs online.

Private equity

Private Equity é um capital de risco parrudo de centenas de milhões investidas por empresa.

Fundos de Private Equity investem depois da etapa de Venture Capital, quando a empresa já está de um porte maior e muitas vezes já abocanharam uma boa parte do mercado em que atuam.

Além disso, empresas deste nível passaram por todos os estágios, batendo as metas e atendendo expectativas dos investidores. Ao chegar neste nível, muitas vezes as empresas estão próximas de um IPO.

A história do capital de risco no Brasil

Capital de Risco - caderno visto de cima com uma pessoa segurando uma caneta na mão esquerda

Se compararmos com o mercado americano, é possível dizer que a história do capital de risco no Brasil é muito recente.

Por lá, essa modalidade de investimento ocorre desde a década de 1940. Já no Brasil, começou em meados da década de 1970 com o BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Naquela época, capital de risco só existia para projetos grandes, cuja participação do setor privado não acontecia.

Até 1994, ano que foi editada a instrução CVM nº 209/94, que estabelecia como seria o funcionamento e a administração de Fundos Mútuos de Investimento, pouco se avançou sobre o assunto no Brasil.

Foi a partir de meados da década de 1990 que a indústria de capital de risco no país começou a experimentar um aumento substancial do número de investidores.

É bom lembrar que o Brasil havia realizado algumas privatizações, o que abriu, por exemplo, oportunidades de investimento.

Desde então, a indústria de capital de risco do país ainda está distante do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, mas vem crescendo de tamanho.

Isso é resultado do amadurecimento dos investidores e, claro, do fortalecimento do ecossistema startup cujo o capital de risco funciona como combustível para o crescimento do negócio.

Recentemente, grandes investidores de capital de risco estrangeiro mostraram enorme interesse no mercado brasileiro, fazendo aportes em startups brasileiras, criando uma onda de unicórnios brasileiros (empresas com valuation acima de U$ 1 bilhão).

Com fundos como SoftBank e Didi Chung entrando forte com investimentos de centenas de milhões de dólares por empresa, o mercado de capital de risco vem esquentando no Brasil.

Cada vez mais investidores brasileiros estão se perguntando como eles conseguem investir em startups antes de receber um aporte capital de risco da SoftBank, por exemplo – antes de se tornar unicórnio.

Como investir no mercado de capital de risco?

Capital de Risco - Pessoa com caneta na mão ao lado de uma folha com gráficos e uma calculadora

Antes, esses investimentos e o potencial de retornos incríveis que trazem eram disponíveis apenas para investidores institucionais.

Hoje em dia, por meio de fintechs online, você consegue investir em startups nas etapas seed e venture capital, comprando participação nessas empresas com a mesma facilidade com que você compra ações na Bolsa de Valores.

Na prática, é uma forma de participar de uma rodada de Venture Capital online, ou seja, do estágio mais avançado de crescimento de uma startup que uma pessoa física normalmente consegue investir.

Através dessas plataformas de investimento online em startups, você consegue fazer aportes em empresas que já operam, buscam crescimento de 2 dígitos ao mês e desejam escalar o mercado – o que é ótimo para o investidor que deseja ter o seu retorno multiplicado.

É bom lembrar que por ser um investimento de risco elevado, a melhor maneira de se proteger é montar uma carteira de investimento de startups diversificada para aumentar suas chances de ganho.

Como usar o capital de risco para diversificar os investimentos

Capital de risco - notas de dinheiro dentro de uma garrafa de vidro

Ter uma parte do patrimônio alocado em capital de risco mostra que você adota a melhor estratégia de investimento: a diversificação.

Conforme já falamos em algumas matérias, a estratégia de definir apenas perfil financeiro não é correta. Afinal, você pode ser conservador, mas ter parte dos seus investimentos aplicados em capital de risco, mirando grandes retornos.

Concorda?

Quem não gostaria de ter investido em empresas como Amazon, Google, IBM, Microsoft quando ainda eram empresas de garagem?

O que ao menos fica evidente é que, ao mesmo tempo em que há riscos, a chance de retorno pode permitir um ganho capital.

O importante é lembrar que com investimentos de capital de risco, é bom limitar a porcentagem dos seus investimentos que você aloca para esse tipo de investimento.

Mas, o bom é que hoje, você, como investidor, consegue acessar o potencial de retornos enormes com uma pequena parte dos seus investimentos totais.

Entenda como funciona esse processo ou visite a página das rodadas de investimentos realizadas pela plataforma.

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