Desbancarização é uma maneira de não depender de bancos, principalmente na hora de você ter acesso a investimentos. Entenda neste post como esse movimento ganhou força e começou a mudar o cenário dos investidores

Por ser recente, a palavra “desbancarização” ainda não chegou aos dicionários da língua portuguesa.

Mas desbancarização se tornou um dos termos mais importantes do mundo financeiro, principalmente para quem deseja ter acesso aos serviços da área.

Não é que os grandes bancos do país tenham entrado em crise, mas, de certa forma, a força que exerciam sobre o consumidor ficou abalada. Apesar de ser recente por aqui, esse movimento é antigo na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, uma conjunção de fatores contribuiu para essas mudanças ainda tímidas.

Quem está ganhando com isso?

Você mesmo, investidor!

Se você ainda não faz parte do movimento ou ainda não entendeu como pode se beneficiar, preparamos um guia definitivo para entender todos os aspectos relacionados à desbancarização.

Preparado? Então, continue a leitura!

Desbancarização: significado

De maneira objetiva, desbancarização significa tirar seus investimentos do seu banco tradicional.

Na prática, isso significa que você retira seus investimentos do banco em que você tem a sua conta corrente, e começa a usar plataformas especializadas em investimento para crescer patrimônio.

Essas plataformas podem ser corretoras ou fintechs online que oferecem acesso à mais oportunidades de investimento, mais facilidade de usar e custos menores.

Pode ser aquela quantia que você mantém há anos rendendo pouco no CDB ou em um fundo, indicado pelo gerente do banco, que também nunca cresceu o esperado.

Antes de continuar, aqui vai uma informação importante:

Desbancarização não se trata também de encerrar necessariamente a conta corrente no seu banco tradicional, que provavelmente deve ser um dos cinco maiores do país.

Mas entender que a estratégia de escolher apenas um banco para tudo não é a melhor alternativa.

Em geral, quem usa os bancos no Brasil consegue receber o salário, pagar contas com cartões de crédito ou sacar em caixas eletrônicos. Ou seja, atividades do dia a dia.

O problema é tentar ir além dos serviços básicos. Ao buscar algum tipo de investimento, os grandes bancos deixam muito a desejar.

Os motivos?

São vários:

  • a)  taxas de investimento elevadas: muitas vezes, a tarifa para uma aplicação financeira é alta, o que faz o resultado do investimento ficar muito distante do esperado;
  • b) falta de assessoria especializada: como os gerentes estão preocupados em bater metas próprias, eles sugerem produtos do banco que não necessariamente são bons para os correntistas;
  • c) portfólio limitado: como o banco tem interesse em negociar apenas títulos próprios ou que estejam alinhados com seus próprios interesses, você não vai encontrar oportunidades de diversificação.
  • d) serviço ruim: muitas vezes, a plataforma online do banco não funciona, e os correntistas precisam enfrentar a fila para conseguir ter acesso a um serviço. Além disso, a falta de conhecimento dos atendentes prejudica muito os clientes.

Qual é a alternativa?

A desbancarização.

Quem desbancariza percebe que bancos tradicionais ainda servem para algum propósito, mas os melhores investimentos estão fora desses bancos.

Em outros países, a maioria das pessoas com conta corrente em bancos tradicionais usa o serviço para transações cotidianas. Mas eles separam seu patrimônio e fazem seus investimentos através de plataformas especializadas de investimento.

Isso é desbancarização.

Os exemplos de desbancarização vêm de fora

Os Estados Unidos e alguns países da Europa começaram esse processo há décadas, à medida que a população teve mais poder de compra e acumulou mais dinheiro.

Entre os americanos investidores, por exemplo, 96% não escolhem os bancos para depositar suas economias, segundo a consultoria britânica Oliver Wyman. Na Inglaterra, esse número alcança os 90%.

E no Brasil?

É justamente o contrário. Segundo estimativas do mercado, esse número de poupadores que buscam alternativas para investir fora de bancos é de apenas 5%.

E acredite:

Esse número era ainda menor há alguns anos.

gráfico que mostra a proporção de investidores que aplicam dinheiro fora dos bancos tradicionais. Estados Unidos 96%. Inglaterra 90% e Brasil 5%

Mesmo em queda, ainda é muito relevante o número de pessoas que aplicam dinheiro no banco e não controlam, por exemplo, quanto pagam de taxa sobre um investimento.

O economista americano Dan Ariely, especialista em finanças comportamentais, costuma brincar que, se as pessoas recebessem um boleto anual com a informação de quanto pagaram ao banco em taxas de administração, o panorama seria diferente.

E a quem interessa que essa informação passe despercebida?

Aos bancos, claro!

Se as pessoas recebessem um

boleto anual com a informação

sobre quanto pagaram ao banco

em taxas de administração, o

panorama seria diferente

Por que a desbancarização no Brasil está acontecendo?

Desbancarização: Mulher com o dedo na tela simulando um investimento pelo celular

Já é possível perceber o porquê do movimento da desbancarização está a pleno vapor no Brasil. Na verdade, você deve estar se perguntando como isso não ocorreu antes.

Para entender o cenário atual, é preciso olhar rapidamente o passado. Desde sempre, uma estratégia bem fundamentada dos bancos foi de investir massivamente na imagem institucional.

Ao invés de falar com transparência e clareza sobre seus produtos e taxas, eles tentam se projetar como empresas parceiras e que se preocupam com a família e o bem-estar dos clientes.

Mas não só isso.

A falta de educação financeira do brasileiro também contribui para que clientes se tornem presa fácil de gerentes minimamente treinados na hora de oferecer produtos aos correntistas.

E, no final das contas, até recentemente, o brasileiro simplesmente não tinha outra opção.

Afinal, quem mais além de bancos oferecia investimentos?

Agora, se o sistema está tão ajustado para favorecer os próprios bancos, o que aconteceu para começar o processo de desbancarização?

Resposta: alguns fatores combinados:

  • a) Aumento de renda do brasileiro – na última década, com a economia em crescimento, a renda do brasileiro aumentou, o que ajudou na formação de novos investidores;
  • b) Crescimento da cobertura de Internet – de acordo com o Ibope/NetRatings, entre 2007 e 2016, o Brasil ganhou quase 100 milhões de usuários de Internet;
  • c) Surgimento de corretoras – a expansão da Internet também facilitou o surgimento das corretoras, passando a ser possível fazer investimentos online e fazê-los render.
  • d) Educação Financeira – com mais acesso à informação sobre investimentos, e usuários buscando conhecimento, apesar de ser um movimento inicial, os brasileiros aprenderam mais sobre novas formas de se investir;
  • e) Multiplicação das plataformas de investimento online – criadas no universo online, muitas delas permitiram que fossem criadas várias maneiras de investir pelo celular com rentabilidade superior aos bancos, de forma prática, ágil e segura.

Alternativas: plataformas de investimento online

Como falamos no tópico anterior, vários fatores contribuíram para o processo de desbancarização no Brasil.

Mas, certamente, as plataformas de investimento online foram decisivas para a expansão do movimento.

Vamos a alguns exemplos práticos:

1 – Corretoras online

2 – Home Brokers

3 – Robô de Investimento

4 – Investimentos em startups online

5 – Empréstimos P2P

Leia mais: Como investir online

1- Corretoras online

O que é: faz a intermediação da compra ou venda de um investimento. O ativo pode ser, por exemplo, Tesouro Direto ou CDB. Em outras palavras, faz a “ponte” entre clientes e o investimento.

Característica: A principal função de uma corretora é a intermediação do investimento. Por isso, se você faz a compra de uma ação, por exemplo, o ativo estará sob custódia da BM&Bovespa e pela Cetip — Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos – e não na corretora.

Ou seja, numa eventual falência da corretora, por exemplo, o seu investimento não será afetado. Além disso, em uma corretora, é comum encontrar categorias de produtos financeiros de várias empresas que estão concorrendo entre si.

Exemplo: XP Investimentos

Desbancarização: Computador com a homepage da XP Investimento aberta e uma pessoa segurando o celular com a mesma página aberta na versão mobile

Criada no início dos anos 2000, a XP Investimentos provocou uma revolução no mercado brasileiro de investimentos, trazendo muita dor de cabeça para os bancos.

Isso porque inaugurou a ideia de ser um “shopping center financeiro”, oferecendo uma experiência melhor, em termos de variedade e rentabilidade. Com esse posicionamento, a empresa foi atraindo cada vez mais usuários.

Segundo dados divulgados pela própria XP, em julho de 2018, a empresa tinha R$ 170 bilhões sob custódia, dos seus mais de 700 mil clientes. Estimativas de mercado apontam que, dos investidores fora dos bancos tradicionais, 70% investem com a XP.

2) Home Broker

O que é: o nome pode até sugerir algo complicado, mas o termo se refere a uma plataforma que permite a negociação entre o investidor e todos os ativos negociados na Bolsa de Valores.

Característica: a principal vantagem ao usar o Home Broker é a agilidade e praticidade para realizar investimentos. Há também uma redução no custo, pois a taxa de corretagem e custódia é mais baixa do que a cobrada por corretoras independentes e, claro, pelos bancos.

3) Robô de Investimento

O que é – plataformas que escolhem investimentos automaticamente para os investidores. O sistema compra e vende ativos, com base na estratégia montada.

Características – os robôs de investimento facilitam a vida de quem não tem muito tempo e conhecimento sobre o mercado financeiro.

4) Investimento em startups online

O que é – existem plataformas aprovadas pela CVM que são especializadas em filtrar e oferecer oportunidades de investimento em startups online. Também conhecido lá fora como plataformas de equity crowdfunding, essas plataformas são a maneira mais fácil e segura de acessar esses investimentos de alto potencial.

Características – investimento regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2018. Ao criarem plataformas, como a da EqSeed, as empresas inauguraram uma forma bem simples para se investir em startups e, no futuro, ter a chance de receber os lucros significativos de uma possível venda. Ou seja, é um jeito de adquirir participação em empresas com capacidade de crescimento acelerado e poder colher o sucesso e lucros futuros dessas companhias.

 

Exemplo: Plataforma EqSeed

Desbancarização: Computador com a homepage da EqSeed aberta e uma pessoa segurando o celular com a mesma página aberta na versão mobile

Fundada em 2015, a EqSeed é a maior plataforma online que permite aos investidores conhecer e investir em empresas brasileiras inovadoras com grande potencial de crescimento.

Na prática, funciona como mais uma alternativa para procurar investimento diretamente em empresas privadas, que hoje são enxutas e não cotados na Bolsa de Valores, mas com potencial para virar uma grande companhia em alguns anos.

A ideia é que o investidor tenha acesso a vários tipos startups que podem crescer exponencialmente, fazendo com que o valor investido cresça na mesma proporção.

É um produto com risco elevado, por isso é fundamental limitar o montante que você deseja investir e aplicar a estratégia certa.

5) P2P (peer-to-peer) ou P2P Lending

O que é: plataformas que permitem o “lending” (empréstimo, em inglês) de valores de pessoas físicas diretamente para empresas ou diretamente para empresas. Ou seja, de pessoa para pessoa.

Na prática, essas plataformas permite você a emprestar dinheiro ou para empresas ou para pessoas, e os juros que eles pagam são teus retornos.

Característica: nessas plataformas, tal qual um banco, o credor empresta dinheiro e recebe juros sobre a operação. O objetivo é oferecer crédito a custos menores, geralmente, a pequenos e médios empreendedores e, ao mesmo tempo, oferecer retornos mais interessantes para investidores.

Conclusão: por que é importante se desbancarizar?

Desbancarização é uma tendência imparável que começou no exterior há alguns anos e recentemente chegou a Brasil.

O seu poder vem do fato de que os benefícios da desbancarização do investidor são claros.

Está cada vez mais clara que é necessário manter os seus investimentos fora dos grandes bancos para obter retornos maiores.

Investidores estão descobrindo que os produtos financeiros oferecidos pelos bancos tradicionais são mais interessantes para os próprios bancos e não tanto para os clientes.

Nos últimos anos, o brasileiro tem aderido às estratégias de investimentos que geram mais retorno usando plataformas online. O movimento da desbancarização é importante porque permitiu a criação de carteiras de investimentos de forma equilibrada.

Plataformas de investimentos online inauguraram novas formas de investimento de maneira simples, segura e rápida – e, é claro, fora dos bancos tradicionais.

Para o investidor inteligente, a desbancarização é o caminho certo.

Tem interesse e montar seu portfólio de startups online? Acesso o site da EqSeed e cadastre-se hoje.