Publicado originalmente no Estado de Minas

No tradicional crowdfunding (financiamento coletivo), você coloca seu dinheiro e, em troca, recebe um produto ou um brinde. O movimento se amplia e, com R$ 1 mil, já é possível participar de uma campanha de investimento em startups (empresas de base tecnológica com modelo de negócio escalável). No chamado equity crowdfunding você investe e ganha participação em uma startup e, portanto, o direito de compartilhar os sucessos e lucros futuros, segundo definição da Eqseed, primeira plataforma on-line autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a realizar a operação no Brasil.

No primeiro semestre deste ano, a Eqseed planeja captar R$ 12 milhões em campanhas — uma espécie de rodada de negócios — para startups selecionadas. Com um investimento atrelado à participação do negócio, a meta do investidor pode ser vender sua participação após ela ter multiplicado em valor. Se, no futuro, a startup for comprada por uma companhia maior ou fizer uma IPO (Oferta Pública Inicial de ações), o investidor consegue vender a sua parte, realizando lucro. Essa e outras possibilidades de retornos financeiros são possíveis diante do risco elevado de perder uma parte ou todo o dinheiro investido.

Cada plataforma funciona de uma maneira distinta, oferecendo termos e proteções bastante diferentes ao investidor. Por isso, é indicado aos interessados em investir via equity crowdfunding conhecer todas as plataformas e escolher uma com o seu perfil. É simples e rápido, e com alguns minutos consegue-se fazer a aplicação e, ao final, ter o contrato e toda a burocracia vencida.

 

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