7 maneiras de diversificar seu portfólio de startups

Investimento em startups permite que investidores procurem retornos financeiros acima da média com parte do seu portfólio de investimentos.

Esses investimentos de equity têm um enorme potencial de crescimento, e portanto, excepcionais retornos potenciais. Apesar disso, e como é natural no mercado de investimento, retornos potenciais mais elevados vêm com um perfil de risco mais elevado.

Assim fica a dúvida:

Como ter acesso a investimentos em startups com retornos potenciais tão significativos e lidar com o risco elevado de uma maneira sensata e controlada?

A resposta em uma palavra é simples:

Diversificação.

Nesse post, vamos conversar sobre 7 maneiras de melhor diversificar seu portfólio de investimentos em startups.

1. “Diversificar duas vezes” – construir um portfólio de startups

Investir em startups requer uma abordagem diferente, e a estratégia certa que tem um histórico de sucesso é o que chamamos de:

“Diversificar duas vezes”

Ao investir em startups, você deve primeiro separar uma parte menor dos seus investimentos totais para aplicar em startups, como classe de ativos. Para investidores com menos de R$ 1 milhão em investimentos financeiros, a recomendação do mercado é de limitar seus investimentos a um máximo de 10% dos seus investimentos totais.

Após separar essa quantia, é importante dividir ela em parcelas, investindo valores parecidos em várias startups.

É assim que você construirá seu portfólio de startups e se posicionará melhor para atingir retornos significativos.

 2. Diversificar o mercado

Mercados diferentes tem tendências diferentes.

Alguns mercados são altamente correlacionados enquanto outros são completamente distintos e não relacionados.

Pode ser que o mercado imobiliário acabe de completar um período de crescimento anormal, e agora esteja em queda, se reajustando. Apesar disso, o mercado de, por exemplo agricultura, não será afetado. Esse mercado pode estar em alta, com preços dos produtos agrícolas em ascensão. E ainda existem indústrias que são tradicionalmente “recession proof” – relativamente imunes a crises econômicas – como cerveja e maquiagem, por exemplo.

O fato é:

Quando um mercado está em alta, outro pode estar sofrendo.

Por isso é importante tentar diversificar os setores em que as startups em seu portfólio atuam. Ao investir em empresas de vários setores, você minimiza a chance de uma tendência negativa em um determinado setor ter um efeito negativo geral no seu portfólio de startups.

3. Diversificar o tipo de empreendedor

As startups são lideradas por diversos empreendedores, e a equipe é sem dúvida uma das considerações mais importantes ao investir em uma startup.

Muitos fundadores já trabalharam em empresas do seu setor antes de sair para empreender. Outros são ex-executivos e ex-diretores de grandes empresas que repararam uma oportunidade tão grande no mercado que não conseguiram ficar trabalhando na corporação, por melhor que fosse o salário. Já outros fundadores acabaram de completar sua faculdade, com ideias frescas e habilidades desenvolvidas, criando uma empresa inovadora que mudará a forma como negócios são feitos no seu setor.

Todo empreendedor tem seu próprio valor – suas próprias qualidades e desafios.

Por conta disso, é inteligente investir em empreendedores de vários perfis, para aumentar a probabilidade de ter o melhor de todos os mundos em sua carteira.

4. Diversificar a etapa da startup

A palavra startup é abrangente, e dentro da definição cabe empresas em diferentes etapas de tração e escala.

O caminho de uma startup de sucesso tende a seguir uma curva em “S”. Isto é, os avanços e crescimento no início são mais moderados, aceleram no meio e ficam mais moderados novamente no final da curva.

Apesar disso, em algum momento, toda startup de sucesso chega em um ponto de inflexão e o crescimento exponencial começa.

A meta como investidor de startups é conseguir comprar participação em excelentes startups antes delas completarem todo esse crescimento exponencial. Mas não existe apenas um momento ideal para investir na startup.

Uma opção é tentar entrar logo antes do ponto de inflexão, pois é nesse ponto que o crescimento mais expressivo começa. Apesar disso, startups de sucesso não são criadas do dia para a noite. Essas empresas, que já passaram por muito desenvolvimento e desafios, têm valuations mais elevados, justificavelmente.

Outra opção é entrar cedo na história da startup e ter bastante paciência, tendo em vista que os resultados da empresa nos próximos 12-24 meses são mínimos. Dessa forma, o investimento tem um perfil de risco mais elevado e prazo mais longo para realizar retornos, mas o investidor consegue entrar com valuation mais baixo.

Os dois podem ser investimentos extremamente interessantes para você adicionar ao seu portfólio de startups. Em termos bem gerais, quanto mais cedo você investe, maior o risco e maior o tamanho de retornos potenciais, se a startup der certo. Quanto mais tarde você investe, menor o risco, mas também menor será o tamanho de retornos potenciais, se a startup der certo.

Assim, a melhor prática é de investir em startups que estão em etapas diferentes de tração – ou seja, que estão em pontos diferentes nessa curva – para diversificar seu portfólio entre rodadas seed, micro venture capital e early-stage venture capital.

5. Diversificar o modelo de negócio

Startups interessantes para você investir devem ser escaláveis, porém existe mais de um modelo de negócio escalável.

Algumas startups são B2C – fornecendo produtos diretamente para consumidores Pessoa Física, por exemplo. Outros são B2B e fornecem serviços para clientes Pessoa Jurídica. Software as a Service (SaaS), modelos de marketplace, conteúdo e educação online, hardware e produtos inovadores de baixo custo – todos são e todos representam oportunidades e desafios distintos.

Ao investir em startups com modelos diferentes, você aumenta sua probabilidade de pegar uma parte da próxima onda positiva que passa por um determinado mercado.

6. Diversificar o tipo de risco

Risco faz parte ao investir em startups. Esses ativos poderosos têm um perfil de risco elevado e baixa liquidez. E esse é exatamente o perfil que faz com que elas representem uma oportunidade tão interessante para investir. Afinal, no mundo de investimentos, quanto menor o risco, menor os retornos potenciais.

Você pode diluir esse risco por identificar startups que correm riscos-chave diferentes. Algumas startups terão um maior risco regulatório, enquanto outras terão fortes riscos de concorrência, já outras podem depender da aprovação de patentes especializadas para aproveitarem a oportunidade de mercado.

Adicionar startups com riscos-chave diferentes é mais um passo de diversificação interessante para o investidor implementar.

7. Escolher startups pré-filtradas

Uma das melhores maneiras de aprimorar a qualidade do seu portfólio é escolher startups de um grupo já filtrado. Ao parar para pensar, isso é lógico – quanto melhor a qualidade de inputs, melhor a qualidade do resultado, na teoria.

Existem literalmente milhares de empreendedores e startups procurando investimento. Mas não são todas “criadas da mesma forma.” Antigamente, simplesmente o grande volume de empresas procurando investimentos era suficiente para que o investidor de startups se perdesse. A tarefa de filtrar milhares de empresas até ter uma pequena lista das melhores startups era uma tarefa absurda por si só.

Hoje em dia é mais fácil.

Com plataformas de equity crowdfunding, você não tem mais a tarefa colossal de filtrar milhares de startups para chegar ao seu “short list” de oportunidades de investimento qualificadas, para estudar em profundidade.

As boas plataformas de equity crowdfunding fazem essa triagem para você, para que você possa construir seu portfólio a partir de um cardápio de excelentes startups, que já passaram por um rígido processo de seleção.

Uma boa plataforma de equity crowdfunding terá a meta de gerar um fluxo constante de ótimas oportunidades de investimentos em startups para você como investidor.

Conclusão: Diversificar e procurar dealflow de qualidade

Essas são as 7 maneiras de melhor diversificar seu portfólio de startups.

Diversificação é uma prática chave no mundo de investimentos – e sua importância é redobrada com investimento em startups. Muitas startups em um portfólio de 5-30 startups não darão certo e não vão gerar retornos significativos para seus investidores. Apesar disso, a meta é conseguir investir em 1-3 startups que vão gerar retornos impressionantes para seu portfólio global, mesmo com as perdas de alguns investimentos individuais.

É por isso que a estratégia certa é de diversificação.

Construir um portfólio de 5 – 30 startups e diversificar esse portfólio de variadas formas é a melhor maneira de aumentar a probabilidade de atingir retornos financeiros impressionantes com esses investimentos.

 

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