Matéria originalmente publicada no CNBC e traduzida para o português por Lina Bleier

Por trás da preferência do banco por ações nos mercados emergentes está uma esperada estabilização em crescimento dessas economias em 2019, enquanto a expansão nos EUA deverá desacelerar.

Dentro do espaço dos mercados emergentes, o Morgan Stanley disse que os principais países com “excesso de peso” – os chamados overweight countries – são Brasil, Tailândia, Indonésia, Índia, Peru e Polônia.

As ações dos mercados emergentes tiveram um ano difícil – mas isso pode mudar consideravelmente no próximo ano de acordo com o Morgan Stanley em seu relatório Global Strategy Outlook 2019.

A recuperação prevista para os mercados emergentes é uma das razões pelas quais o banco de investimento prefere ações nessas economias em relação às dos EUA no próximo ano. O Morgan Stanley disse que elevou as ações dos mercados emergentes de underweight para overweight para 2019, enquanto as ações dos EUA foram rebaixadas para underweight, ou “abaixo do peso”.

“Acreditamos que o mercado está praticamente pronto para o mercado emergente”, disse o banco no relatório de 25 de novembro, sugerindo que as ações nos mercados emergentes poderão subir em breve. “Estamos tomando posições relativas maiores e adicionando ao mercado emergente.”

Muitos investidores se retiraram dos mercados emergentes ao longo de 2018 e compraram mais ativos nos EUA devido a um pico nos rendimentos dos bônus e à valorização do dólar. Ao mesmo tempo, problemas financeiros em países como Turquia e Argentina estavam aumentando – dando aos investidores mais motivos para vender suas participações em mercados emergentes.

Como resultado, o MSCI Emerging Markets Index – que mede ações em 24 economias – caiu cerca de 16% até agora este ano. Mas no cenário base do Morgan Stanley, o índice deverá subir 8% até dezembro de 2019 em relação aos níveis atuais – superando a previsão de 4% dos índices S&P 500 e MSCI Europe Index.

O Morgan Stanley prefere ações nos mercados emergentes às dos EUA porque está prevendo um crescimento estável nessas economias em 2019, contra uma desaceleração da expansão nos Estados Unidos.

O banco espera que o crescimento dos EUA seja moderado. A estimativa de 2,9% desse ano cai para 2,3% em 2019 e 1,9% em 2020. Tal desaceleração provavelmente reduzirá as perspectivas para o dólar, o que proporcionará algum alívio para os mercados emergentes com grandes dívidas denominadas em dólares norte-americanos.

Em comparação, o crescimento nos mercados emergentes deve cair ligeiramente de 4,8% este ano para 4,7% em 2019, antes de recuar para 4,8% em 2020, segundo o relatório do Morgan Stanley.

Onde colocar seu dinheiro em 2019

Dentro do espaço dos mercados emergentes, o Morgan Stanley disse que os principais países com “excesso de peso” – os chamados overweight countries – são Brasil, Tailândia, Indonésia, Índia, Peru e Polônia. O banco está “abaixo do peso” (underweight) no México, Filipinas, Colômbia, Grécia e nos Emirados Árabes Unidos.

O banco também prefere as conhecidas ações de valor ao invés de ações de crescimento. As ações de valor referem-se a companhias listadas negociando a preços mais baixos do que alguns pensam que deveriam ser, enquanto ações de crescimento são empresas vistas com grande potencial para crescer.

“Descobrimos que as ações de valor estão concentradas em finanças, materiais, energia e serviços públicos (nessa ordem)”, desse o Morgan Stanley. O banco acrescentou que tem uma posição de overweight em todos esses quatro setores e “um viés negativo dos setores de tecnologia, saúde e consumidor.”

Outra ideia de investimento que o banco destacou em seu relatório é posição de overweight em relação as empresas de mineração e metais, que estão “experimentando um apoio secular ao seu poder de lucro”.

Três ventos contrários

Apesar do potencial para retornos mais altos em ações, especialmente em mercados emergentes, o Morgan Stanley disse que não está muito animado com os estoques em geral.

O banco manteve uma postura neutra na classe de ativos para 2019. Além disso, o banco é neutro em títulos do governo, underweight em crédito e overweight em dinheiro.

O banco citou três obstáculos dominantes que estão “limitando nosso entusiasmo por ações em geral”.

Primeiro, há riscos descendentes predominantes para o crescimento global em 2019, disse o banco. Em segundo lugar, o potencial de crescimento dos lucros das empresas enfraqueceu significativamente, de modo global, especialmente na China e na Europa.

Por fim, segundo o relatório, as empresas podem enfrentar pressões decorrentes do aumento dos salários e dos custos de financiamento, o que limitaria o crescimento de seus ganhos por ação.

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