Start-up também é opção para diversificação de investimentos

Start-ups podem servir para diversificar investimentos, mas com ressalvas

Por Filipe Oliveira e Danielle Brant | Outubro de 2017

Leia o artigo na Folha de São Paulo

O investidor que confia no potencial de uma start-up e quer surfar na eventual valorização da novata no mercado pode ajudar a financiar a atividade da empresa e, se fizer a aposta certa, ganhar dinheiro no longo prazo. Antes, porém, deve pesquisar bem e analisar os riscos da companhia e da operação.

As duas principais formas que pessoas físicas têm de investir em empresas iniciantes ou de pequeno porte são o peer-to-peer e o recém-regulamentado equity crowdfunding, autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em julho.

O equity crowdfunding permite que start-ups com receita bruta anual de até R$ 10 milhões captem recursos no mercado via ofertas públicas que não precisam ser registradas na autarquia. Essa captação ocorre pela emissão de uma espécie de título ou nota de dívida que pode ser convertido em ações.

Pela regra, a empresa consegue captar até R$ 5 milhões. O pequeno investidor, por outro lado, só pode aplicar até R$ 10 mil por ano, exceto se tiver renda anual superior a R$ 100 mil ou investimentos que ultrapassem esse valor.

As principais plataformas para investimento são a Broota, a EqSeed e a StartMeUp. Nos sites delas, é possível encontrar empresas iniciantes que buscam recursos no mercado. Também dá para acessar os planos de negócios, assistir a apresentações dos fundadores e comprar títulos ou notas conversíveis.

Por lei, os investidores têm direito a receber relatórios sobre a evolução das empresas investidas a cada seis meses.

As empresas são avaliadas para verificar a veracidade das informações prestadas ao investidor e o potencial dos negócios. Greg Kelly, da EqSeed, diz que a plataforma já recebeu mais de mil pedidos de financiamento. Somente dez foram aprovados.

Cuidados

A aplicação em start-ups faz sentido dentro de uma estratégia de diversificação de investimentos, afirma Eduardo Forestieri, diretor da associação Planejar, de planejadores financeiros. “Como todo investimento em economia real, há riscos a correr, como capacidade de atrair clientes e de o negócio dar certo”, diz.

O dinheiro deveria ser encarado como “consequência”, afirma Andrea Minardi, professora de Economia do Insper. “O foco deve ser financiar algo em que o investidor acredite. Ele tem que ser um pouco apaixonado pela proposta da empresa, até porque o risco é grande se a empresa quebrar.”

Na Broota, que já realizou mais de 50 captações, quatro empresas deram retorno ao investidor a uma taxa aproximada de 30% ao ano. Outras duas fecharam e deram prejuízo, conta Frederico Rizzo, sócio da plataforma.
Pelo risco de quebra, o investidor deve dedicar parte do dinheiro a essas empresas -e sem previsão de precisar dele no curto e no médio prazos, diz Minardi, do Insper.

Outra dica é diversificar a carteira, investindo em diferentes start-ups, diz Greg Kelly, da EqSeed. Ou seja, é melhor investir R$ 1.000 em 10 start-ups do que R$ 10 mil em uma só, para compensar o risco de perda.

 

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