Como investidor, existem várias possibilidades de investimento disponíveis para você. Mas como saber quais são os investimentos mais rentáveis para o seu portfólio?

Pode ser difícil determinar o investimento mais rentável para seu portfólio com todas as aplicações disponíveis. Todo investimento tem um perfil diferente de risco e retorno. Cada vem com variáveis específicas que devem ser consideradas.

Na verdade, diferentes tipos de investimento cabem dentro do mesmo portfólio de investimentos rentáveis.

O ponto chave para você se lembrar é construir um portfólio de investimentos equilibrado, que reflita o seu perfil como investidor e contribua para que você atinja suas metas financeiras.

Nesse post, vamos analisar os oito investimentos mais rentáveis disponíveis no mercado para você. Acompanhe.

1. CDB

O CDB é um Certificado de Depósito Bancário. Trata-se de um título emitido pelos bancos para captar dinheiro através de pessoas físicas. O rendimento pode ser determinado através de uma taxa pré-fixada, onde você sabe quanto irá receber no vencimento, ou uma taxa pós-fixada, definida no momento da liquidação do título.

A pós-fixada é calculada com base no CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Basicamente, o CDI é a taxa que os grandes bancos pagam uns aos outros para emprestar dinheiro entre si. Por exemplo, se o seu investimento de CDB paga 90% do CDI, e o CDI pagar entre 10% e 12% ao ano durante o prazo do seu investimento, você pode estimar que o seu investimento CDB renderá entre 9% e 10,8% ao ano na hora de resgate. Atualmente, o CDI está em 11,13%.

O CDB é um investimento rentável e considerado de baixo risco, já que tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de até R$ 250.000,00 por CPF. O investimento mínimo varia entre R$ 200,00 e R$ 2.000,00.

A liquidez do CDB é bastante alta, já que o dinheiro pode ser retirado a qualquer momento, de acordo com o período mínimo estabelecido no contrato. Para investir nesse ativo, o investidor deve procurar por um banco e realizar a compra diretamente com ele.

2. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um investimento de Renda Fixa criado pelo Tesouro Nacional. Ele consiste na compra e venda de títulos públicos, com o objetivo de financiar ações de infraestrutura no país.

O investimento no tesouro direto é um investimento de risco basicamente zero, desde que você não desfaça o investimento antes do vencimento. Além disso, esse investimento pode render quase o dobro da poupança.

Existem 2 tipos básicos de Tesouro: os pré-fixados e os pós-fixados. O título pré-fixado tem o seu percentual de rendimento definido no momento da compra. Já o pós-fixado, tem o rendimento atrelado ou a taxa SELIC (a taxa de juros básica do país) ou à inflação. Na segunda opção, você saberá o seu retorno apenas no momento de fazer o resgate do investimento. Um título pode pagar, por exemplo, 6% ao ano + IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e assim você só saberá seu retorno total ao fazer o resgate do investimento. Para contexto, o IPCA de 2016 foi de 6,29%.

Já a SELIC, tem sido muito elevada nos últimos dois anos, atingindo uma alta de 14,25%. Felizmente, ela vem caindo desde o final de 2016 e atualmente está em 11,15%, com a previsão de continuar a cair.

Para comprar títulos do Tesouro, você precisa encontrar uma instituição financeira de confiança (como um banco ou uma corretora de investimentos). Através dela, é feito um cadastro no Tesouro Nacional e você tem acesso a uma área exclusiva para membros, onde pode comprar e vender os seus títulos.

3. Fundo DI

Os Fundos DI (ou Fundos de Renda Fixa Referenciados DI) são fundos que devem investir no mínimo 95% do seu patrimônio em títulos públicos atrelados a SELIC. Por essa relação, esse investimento é pós-fixado e varia de acordo com o tempo do investimento, e a variação da SELIC nesse período. Também é considerado um dos investimentos mais rentáveis com um grau de risco muito baixo, já que o Tesouro Nacional dá lastro para títulos, como vimos anteriormente.

Esses títulos são os mesmos disponíveis pelo Tesouro Direto e podem ser comprados de forma direta com o Tesouro Nacional. Uma das grandes vantagens do Fundo DI é sua rentabilidade bastante saudável e sua alta liquidez, já que você pode resgatar seu dinheiro com aviso prévio de 1 ou 2 dias, sem penalidade. Todo fundo cobra uma taxa de administração para os investimentos que varia entre 0,3% e 3,5% do patrimônio líquido investido, ao ano.

4. Fundos de Renda Fixa

Fundos de Renda Fixa são fundos que também administram o dinheiro de vários investidores, porém, possuem mais liberdade para escolher os ativos que compõem o fundo (se comparados a outros modelos de gerenciamento de ativos, como o Fundo DI).

O Fundo Renda Fixa pode investir em títulos atrelados a créditos e a inflação, títulos do tesouro pré ou pós-fixados, letras cambiais e até debêntures de empresas grandes com capital aberto. Esses fundos devem ter 80% da sua carteira de investimentos composta por títulos do tesouro ou ativos com baixo risco de crédito.

A rentabilidade de cada fundo é variada, já que os ativos são escolhidos com mais liberdade, e depende da política de cada fundo. Essa liberdade permite ao gerente de investimentos variar os investimentos com o objetivo de aumentar os retornos financeiros, aplicando uma parte do dinheiro em investimentos com riscos um pouco maiores, mas que também oferece uma taxa maior de retorno. Bons gestores de investimento geralmente conseguem superar a taxa CDI.

Os fundos costumam ter alta liquidez, já que normalmente é possível resgatar o dinheiro investido 2 ou 3 dias após a aplicação. É um investimento rentável e interessante para quem deseja ter um ganho acima do CDI, em troca de uma pequena parcela de risco.

Os Fundos Renda Fixa possuem uma taxa de administração de investimentos parecida com as dos Fundos DI e alguns até tem uma taxa de performance sobre o retorno dos investimentos. Então, é importante conferir todas elas antes de investir.

5. LCI e LCA

O LCI e LCA são ativos de letra de crédito (imobiliário e agronegócio) emitidos por bancos e lastreados por empréstimos (do setor imobiliário e do setor agronômico). Eles podem ser pré-fixados ou pós-fixados, com o percentual de retorno atrelado ao CDI.

É um dos investimentos mais rentáveis e de baixo risco (o FGC garante aplicações de até R$ 250 mil) porém a liquidez também é baixa, já que o dinheiro só pode ser movimentado após o vencimento do título. A grande vantagem é que o LCI e o LCA são isentos de cobrança do imposto de renda.

Para investir nesse ativo, você deve escolher o banco emissor ou corretora de sua preferência para intermediar a transação.

6. Fundos Multimercados

Os Fundos Multimercados funcionam como fundos renda fixa, porém, eles têm a liberdade de negociar diferentes tipos de ativos como, por exemplo, títulos, ações de empresas e moedas (como o dólar americano).

Essa variedade permite ao gestor utilizar uma diversidade maior de investimentos para buscar os maiores retornos em qualquer cenário macroeconômico, ao invés de ficar limitado aos investimentos mais tradicionais com retornos fixos.

O risco dos fundos multimercados varia de acordo com os ativos escolhidos, mas a grande maioria deles carrega mais riscos que os outros investimentos rentáveis previamente mencionados. Em troca desse risco, você tem a possibilidade de atingir retornos maiores do que é possível com outros investimentos.

Aliás, esse é um princípio básico do investimento: para ter a possibilidade de acessar maiores retornos, você deve aceitar mais risco como investidor.

Esse tipo de investimento rentável também tem uma liquidez um pouco menor, dado que você pode ter que esperar um tempo mínimo para sacar o dinheiro investido. O prazo de pagamento e regras de resgate variam de acordo com o fundo, por isso, é importante ler a política de cada um para escolher o ideal.

Bem como outros fundos, Fundos Multimercados tem uma taxa de administração para o gerenciamento de ativos que incide sobre esses fundos. Geralmente está entre 0,5% e 3% do patrimônio líquido investido, ao ano.

Outro aspecto importante para incluir nos seus cálculos de rentabilidade é a taxa de performance cobrada por esses fundos. Essa taxa serve para remunerar os gestores quando eles conseguem entregar rendimentos para seus investidores que estão, por exemplo, acima do CDI, ou outro índice de referência (benchmark). É normal para um gestor de um Fundo Multimercado cobrar 20% dos rendimentos que ultrapassam o CDI. 

7. Fundos de Ações

Os Fundos de Ações são voltados para o investimento no mercado de ações, e devem investir no mínimo 67% do seu patrimônio em ações negociadas na Bolsa de Valores. Os recursos remanescentes podem ser investidos em outros ativos.

Existem dois tipos de Fundos: fechado e aberto. O aberto permite que você resgate o seu capital a qualquer o momento, o fechado exige que você deixe seu dinheiro aplicado por um tempo mínimo antes que a retirada possa ser feita.

Os fundos abertos possuem alta liquidez, já que o capital pode ser retirado a qualquer momento. Já os fechados, são indicados para investimentos a longo prazo (ou seja, com uma liquidez menor).

Investimentos em ações são conhecidos por ter um risco mais elevado, já que a sua performance é atrelada a empresas com capital aberto e com operações sensíveis às tendências e eventos macroeconômicos. Os preços das ações de empresas negociadas na Bolsa podem aumentar e diminuir drasticamente em pouco tempo, e isso afeta o valor do seu investimento. Logo, para investir em ações com sucesso é preciso fazer um monitoramento constante.

É por isso que muitos investidores que desejam acessar esse ativo financeiro optam por investir em um Fundo de Ações e assim terceirizar o trabalho de gestão e monitoramento para um profissional. O gestor do fundo decide quando comprar ou vender ações, e em qual volume. Para esses serviços ele cobra tanto uma taxa de administração quanto uma taxa de performance.

Para escolher o melhor fundo é importante avaliar o histórico do gestor, as regras e a política do fundo.

8. Investimento direto em startups privadas

Investir em startups privadas é uma opção interessante para muitos investidores que miram retornos maiores. Esses investimentos mais rentáveis são de alto risco mas, com a estratégia certa, podem fornecer retornos consideravelmente altos, pois as empresas em que você vai investir possuem modelos escaláveis e atuam em mercados com grande potencial.

Uma startup de sucesso pode ser adquirida por uma empresa maior, realizar um IPO, ou possibilitar aos investidores a venda de sua participação para outros investidores, gerando um retorno muito maior do que o investimento inicial. Porém, é importante lembrar que muitas vezes essas empresas não conseguem entregar o resultado esperado.

É por isso que a estratégia certa para esse ativo financeiro é construir um portfólio de startups. Você deve limitar a porcentagem do seu patrimônio total destinada ao investimento nessas empresas e aplicar valores parecidos em várias startups. A ideia é que os retornos gerados pelas empresas de sucesso no seu portfólio cubram (e muito mais) as perdas produzidas pelas startups que não deram certo.

Esses investimentos tem baixa liquidez pois não existe um mercado secundário estabelecido (como a Bolsa de Valores) para comprar e vender participações em startups. Porém, existem empresas que selecionam as melhores startups para você investir, o que aumenta a probabilidade do sucesso do seu investimento.

Construa um portfólio para atingir suas metas

Para encontrar os investimentos mais rentáveis para você é importante entender qual é o seu perfil como investidor e como você deseja construir o seu portfólio. Diferentes ativos possuem suas próprias características de risco e liquidez, além das tributações e possíveis taxas.

O importante é construir um portfólio de investimentos saudável utilizando as melhores possibilidades de investimento disponíveis para atingir suas metas financeiras.

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