Investimentos em startups e em ações possuem características e estratégias próprias.

Muitas pessoas tem dúvidas quanto a diferença entre investir em startups e ações na bolsa.

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Investimento em startups e a compra de ações na Bolsa de Valores possuem alguma semelhança. Ambos tratam-se de investimentos de renda variável em que você, como investidor, recebe participação societária da empresa investida.

Mas você, como investidor, sabe quais são as principais diferenças entre esses dois ativos financeiros?

Nesse post vamos esclarecê-las para você. Acompanhe.

diferença entre investir em startups e ações na bolsa

Startups e ações exigem estratégias diferentes para o sucesso

Ao investir na Bolsa, a estratégia mais tradicional é de médio e longo prazo, a partir da compra de ações das maiores empresas do país, as chamadas “blue chips”. Essas empresas, que já são líderes em seus mercados e geralmente lucrativas, pagam dividendos aos seus acionistas como a principal fonte de rentabilidade.

Você como investidor em ações na Bolsa também pode ter lucros interessantes com a valorização da empresa.

O prazo para seguir essa estratégia de investimento é geralmente considerado como um período de no mínimo 3 anos. Isso é para reduzir os efeitos da volatilidade do mercado, aumentando a probabilidade de retornos positivos no médio e longo prazo.

Com investimento em startups, a estratégia é de ainda mais longo prazo, de no mínimo 4 anos e ainda maiores nos grandes casos de sucesso.

Pense sobre porque uma empresa startup precisa de capital para crescer. É porque, apesar de ter identificado uma oportunidade interessante no mercado, a empresa está na fase de implantação e geralmente não é lucrativa no momento. Assim, a empresa não consegue pagar dividendos nos anos iniciais da operação, e mesmo se puder, isso não seria interessante nem para a empresa nem para os investidores.

Para crescer de maneira acelerada no médio e longo prazo, startups devem reinvestir qualquer resultado positivo, porque essas empresas precisam de capital e tempo para crescer, conquistar o mercado e realmente valorizar significativamente sua participação como investidor.

Dado as características específicas de investimento em startups, existe basicamente uma única estratégia comprovada de sucesso: construir um portfólio de startups.

A ideia é colocar valores parecidos em 3 a 30 startups, pois a maioria dos investimentos não terão sucesso. Mas aqueles que tem sucesso poderão gerar retornos muito altos e suficientes para mais do que cobrir as perdas dos outros do portfólio.

A verdade é que construir um portfolio de investimentos em várias startups é fundamental para reduzir os riscos de ser um investidor anjo e para obter resultados muito atrativos com o passar dos anos.

As startups na sua carteira que tem sucesso vão valorizar e eventualmente podem ser adquiridas por corporações maiores, por exemplo, o que pode multiplicar em muitas vezes o valor de seu investimento.

O seu retorno de investimento mais significativo em uma startup virá da venda futura da sua participação na empresa, depois de multiplicar muito o seu valor.

A ideia é comprar uma participação quando a empresa ainda é enxuta e depois de alguns anos e mais rodadas de investimento, conseguir vender sua parte por muito mais do que você pagou.

Ações tem mais liquidez do que investimentos em startups

Investimentos em ações possuem muita liquidez. Isto é, para as ações mais negociadas, praticamente a qualquer momento você pode reaver o capital através da venda de suas ações, realizando um lucro ou uma perda.

É a Bolsa de Valores mesmo que permite isso, pois é um mercado secundário estabelecido especificamente para essas transações, onde pessoas se reúnem diariamente (física ou virtualmente) para comprar e vender ações.

Mas não existe uma bolsa para investimentos em startups.

Ao investir em startups, você deve estar preparado para segurar sua participação por um tempo indefinido. Se quiser vender sua participação antes de um evento de “saída” como uma aquisição ou IPO, você terá que achar e negociar individualmente uma venda privada. Essa falta de liquidez é o custo de achar oportunidades de investimento que tem o potencial de multiplicar seu valor no longo prazo.

Investimento em startups e ações tem perfis diferentes de Risco x Retorno

Investimento direto em empresas privadas é considerado de risco elevado com retornos variáveis, isso vale tanto para ações quanto para startups.

Mas o que isso significa?

No caso das ações, historicamente no Brasil seus valores são muito voláteis e você está sujeito a essas mudanças que podem te causar prejuízo. Ainda assim, geralmente você consegue recuperar pelo menos parte de seu capital caso a empresa vá mal.

Investimento em startups deve ser pensado como um ativo com dois resultados possíveis: a perda do capital caso a empresa feche ou retornos significativos com a venda da startup para uma empresa maior. O investimento tem um grau de risco realmente elevado.

Mas você sabe qual é o segredo?

Construir um portfólio de startups permite a você, como investidor, reduzir esse risco e fazer com que as empresas bem-sucedidas compensem os prejuízos daquelas que fracassaram e ainda assim gerem retornos atrativos no resultado final. É importante também nunca esquecer de limitar o valor do seu patrimônio líquido a ser investido em startups – no máximo 10%.

Investir em startups é criar nova atividade econômica

Investir em startups funciona como uma emissão primária de ações. Isto é, a empresa está emitindo pela primeira vez aquelas ações que você recebe como investidor.

Mas o que isso significa, na prática?

O investimento realizado em uma startup vai diretamente para a empresa e será utilizado na contratação de pessoas e a compra de componentes do produto, por exemplo. Em vez do dinheiro ficar parado em uma conta bancária, ele será aplicado para expandir o negócio. Assim, contribuirá diretamente para fazer a economia girar e você será parte importante disso.

Mas isso é diferente de investir na Bolsa?

Sim, pois investimento em ações cotadas na Bolsa de Valores se tratam apenas de uma troca simples entre duas pessoas – com o dinheiro de uma pessoa “trocando de lugar” com as ações da outra. Essa transação não cria nova atividade econômica diretamente, porque a empresa não recebe esse dinheiro para aplicar na economia, como no caso do investimento em startups.

Com empresas negociadas na Bolsa, as ações já foram emitidas anteriormente pela empresa para captar investimento, geralmente na época em que realizou seu IPO, e agora são trocadas diariamente na Bolsa de Valores.

E sabe o que mais?

Investir em startups traz uma satisfação “extra” para você como investidor pois você sabe que seu dinheiro está sendo usado diretamente para crescer o valor do seu investimento, além dessa aplicação também ter o efeito adicional de contribuir com a economia como um todo.

Investir em startups permite proximidade ao seu investimento

Ao se tornar um investidor anjo de uma startup, você tem contato direto com os fundadores e administradores da empresa, pois a maioria possuem equipes enxutas e altamente focadas.

É uma grande vantagem ter, caso você tenha interesse, esse relacionamento com o time responsável por como gastar esse capital para gerar os resultados esperados e valorizar o seu investimento. Em comparação com diferentes ativos financeiros, isso só é possível com startups.

Em comparação, as ações negociadas na Bolsa de Valores tratam de grandes corporações e é muito difícil ter acesso aos detalhes do que está realmente acontecendo com a empresa devido ao seu tamanho e complexidade das operações, muito menos ter acesso à diretoria executiva que toma as decisões.

Quando você investe em startups, esse contato direto com o CEO da empresa abre a possibilidade de você atuar como um verdadeiro Smart Money.

Já pensou nisso?

Você consegue ser o Smart Money para seu investimento em startups

O investidor anjo que age como Smart Money é aquele que oferece experiência, conhecimento e contatos que resultam em valor que vai além do dinheiro investido.

Smart Money é diferente para cada empresa e o investidor anjo que consegue entregar esse valor adicional geralmente tem experiência no mesmo mercado da startup ou numa área específica de importância para aquela empresa.

Fazer esse papel é muito possível ao investir em startups, mas praticamente impossível ao investir na Bolsa.

Grandes empresas negociadas na Bolsa tem processos complexos, equipes enormes de gestores e é muito difícil que você, como acionista, consiga influenciar ou impactar de forma relevante o negócio da empresa.

investir em startups é sua oportunidade de contribuir ativamente, atuando como um embaixador da marca, comentando sobre a empresa com seu networking, agregando valor com ideias e conselhos. Tudo isso tem grande valor para aumentar a base de clientes da startup e impulsionar o seu crescimento, consequentemente, valorizando o seu investimento. Vale ressaltar que atuar dessa forma é opcional. Você pode escolher ser um investidor mais passivo. Realmente só depende de você e seu perfil como investidor.

Mas isso não é tudo.

As startups no mundo inteiro estão sendo disruptivas em diferentes indústrias, ganhando cada vez mais clientes das maiores empresas tradicionais.

Investir em startups é sua oportunidade, como investidor, de fazer parte dessa onda mundial, entrando cedo na história das próximas empresas de grande porte do país e compartilhando dos seus sucessos.

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